Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Espaço do campus > Pós-graduação da Uned Petrópolis promove defesa sobre inclusão de pessoas transgêneras na educação brasileira
Início do conteúdo da página

Pós-graduação da Uned Petrópolis promove defesa sobre inclusão de pessoas transgêneras na educação brasileira

Publicado: Quinta, 18 de Junho de 2026, 20h39 | Última atualização em Quinta, 18 de Junho de 2026, 20h43 | Acessos: 24

Na próxima terça-feira, dia 23 de junho, a aluna Daiana Lima Zappala, do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Práticas, Linguagem e Ensino na Educação Básica, apresentará o seu trabalho de conclusão de curso. A defesa será realizada no Salão Nobre, às 10h30.

O trabalho, intitulado "Entre a sala de aula e a família: formação continuada, currículo e inclusão de pessoas transgêneras na escola brasileira”, teve a orientação dos docentes do Cefet/RJ Petrópolis Rogério Wanis (orientador) e Carolina Moreira Torres (coorientadora). A banca examinadora será composta pelos professores Celso Braga Júnior, João Paulo Fernandes e Felipe Ferreira (suplente).

  • Resumo do trabalho

Este trabalho analisa as origens históricas das normas de gênero na educação brasileira e discute os desafios e possibilidades para a inclusão de pessoas transgêneras no contexto escolar.

Desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica com viés reflexivo, ancorado na vivência da autora como docente e mãe de um menino trans, o estudo investiga como o currículo, as práticas institucionais e a formação docente impactam a trajetória educacional desse público.

A revisão teórica evidencia que a invisibilização e a patologização das identidades trans não são fenômenos recentes, mas resultam de um processo histórico de imposição de padrões binários e heteronormativos, reproduzidos pela escola.

O currículo é compreendido como espaço político de disputa simbólica, que frequentemente apaga experiências dissidentes e reforça mecanismos de exclusão, contribuindo para altos índices de evasão e sofrimento psicológico.

Em contrapartida, identifica-se o apoio familiar como fator crucial de proteção emocional e permanência escolar, enquanto a formação continuada de professores surge como condição indispensável para a desconstrução de preconceitos, o uso ético do nome social e a implementação de práticas pedagógicas acolhedoras.

Conclui-se que a inclusão de estudantes trans exige um projeto político-pedagógico intencional, que articule revisão curricular, parceria escola-família e qualificação docente permanente.

O trabalho reafirma a escola como território potencial de transformação social, onde o respeito à diversidade de gênero deve ser garantido como direito fundamental e condição para uma educação verdadeiramente democrática e equitativa.

 

 

Fim do conteúdo da página